sexta-feira, 5 de março de 2010

- Das Certezas Que Nunca Tive



"I'll be there for your..."

Todas as manhãs a sensação de esperança torna ao meu peito, como se fosse uma respiração profunda de vida, um alívio em saber que ainda está aqui, cá vivo e batendo constantemente em meu peito, as xícaras de café se tornam um companheiro indispensável nesses pensamentos distantes e vulneráveis.É impossível sentir saudades do nunca teve, pior não ter conquistado esse espaço, todas as reticencias perdidas juntei-as colocando uma em cima das outras tentado construir o que nunca existiu, com a esperança que aceite como um presente, caso não queira me sentirei obrigada a deixar nos achados e perdidos, pois, isso que tem dentro de mim já não cabe mais...


quarta-feira, 3 de março de 2010



"Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had, can make a good man Turn bad
So for once in my life, let me get what i want, this time
Lord knowns, it would the first time..."

- Encaixotando Helena

"Love will tears us apart, again..."


Dê-me uma poesia pertubadora, que sentida não me deixe comovida
Uma música que me toque todos os sentidos, um momento cuja a inspiração seja envolvida em cada troca de olhar.
Toques já previstos que mantenha um conjunto de sensações aleatórias e ilusões que nunca foram perdidas

terça-feira, 2 de março de 2010

Os Sem Amor...

Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para dar as mãos no cinema, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa pra acabar.
A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que não têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossíver ser feliz sozinho?
Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso - o amor esqueceu de acontecer - aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo.
E há aqueles que têm amante, marido, esposa, rolo, caso, ficante, namorado, e ainda assim é um excluído. Porque já ultrapassou a fronteira da excitação inicial, entrou pra zona de rebaixamento, onde todos os dias são iguais, todos os abraços, banais, todas as cenas, previsíveis.Não são infelizes e nem se sentem abandonados. Eles possuem um relacionamento constante, alguém para acompanhá-los nas reuniões familiares, alguém para apresentar para o patrão nas festas da empresa. Eles não estão sós, tecnicamente falando. Mas a expulsão do mundo dos apaixonados se deu há muito. Perderam a carteirinha de sócios. Não são mais bem-vindos ao clube.
Como é que se sabe que é um excluído? Vejamos:você passa por um casal que está se beijando na rua - não um beijinho qualquer, mas um beijo indecente como tem que ser, que torna tudo em volta irrelevante - você inclusive. Se lhe bate uma saudade de um tempo que parece ter sido vivido antes de Cristo, se você sente uma fisgada na virilha e tem a impressão que um beijo assim é algo que jamais se repetirá em sua vida, se de certa forma este beijoque você assistiu lhe parece um ato de violência - porque lhe dói - então você está fora de combate, é um excluído.
A boa notícia: você não é um sem trabalho, sem estudo e sem comida - é apenas um sem-paixão.Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas.